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Reforma Tributária: o que muda para pequenas empresas?

Reforma Tributária: o que muda para pequenas empresas?

A Reforma Tributária do Consumo está trazendo mudanças importantes para as empresas brasileiras — e as microempresas e empresas de pequeno porte também entram nessa conta.

Se você é empresário e está no Simples Nacional, o primeiro ponto é ficar tranquilo: o regime continuará existindo. Mas, com a chegada dos novos tributos criados pela reforma, ele vai passar por adaptações importantes.

A grande novidade é a criação da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), instituídos pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentados principalmente pela Lei Complementar nº 214/2025. A partir de 2027, essas mudanças começam a impactar diretamente as decisões tributárias das pequenas empresas.

Por isso, mais do que nunca, planejamento será fundamental.

O Simples Nacional vai acabar?

Não.

O Simples Nacional continuará existindo e seguirá sendo uma importante opção tributária para microempresas e empresas de pequeno porte.

Mas, com a Reforma Tributária, surge uma nova possibilidade: a empresa pode continuar recolhendo seus tributos pelo modelo tradicional do Simples Nacional ou, dependendo da sua estratégia, optar pelo recolhimento do IBS e da CBS pelo regime regular, mantendo os demais tributos dentro do Simples.

Esse modelo vem sendo chamado no mercado de Simples Nacional híbrido.

Simples Nacional puro ou híbrido: qual será a melhor opção?

Essa é uma das perguntas mais importantes para pequenas empresas em 2027.

No chamado Simples Nacional puro, o IBS e a CBS permanecem dentro do recolhimento unificado do regime. Já no Simples híbrido, a empresa continua no Simples Nacional para os demais tributos, mas recolhe o IBS e a CBS pelo regime regular.

Essa escolha pode ser especialmente relevante para empresas que vendem ou prestam serviços para outras empresas, porque o aproveitamento de créditos tributários pode influenciar diretamente a relação comercial entre fornecedores e clientes.

Mas atenção: não existe uma opção automaticamente melhor para todas as empresas. Uma pequena empresa que atende principalmente consumidores finais pode ter uma realidade completamente diferente de uma empresa que presta serviços exclusivamente para outras pessoas jurídicas.

Por isso, essa decisão precisa ser analisada com planejamento tributário — e não copiada do concorrente.

Setembro de 2026 é um mês decisivo

Uma das mudanças mais importantes trazidas pela adaptação do Simples Nacional à Reforma Tributária foi a alteração do prazo de opção pelo regime.

As empresas que ainda não são optantes pelo Simples Nacional e desejam ingressar no regime em 2027 têm até 30 de setembro de 2026 para fazer a solicitação. Se aceita, a opção produzirá efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027.

Já as empresas que já estão no Simples Nacional não precisam fazer uma nova opção apenas para permanecer no regime. Porém, precisam avaliar, dentro desse mesmo período, se desejam manter o IBS e a CBS dentro do recolhimento unificado ou optar pelo regime regular desses dois tributos.

A Reforma Tributária pode mudar a forma como sua empresa faz negócios

Para pequenas empresas, a Reforma Tributária não representa apenas uma mudança na guia de impostos. Ela pode impactar decisões comerciais.

Imagine uma empresa que presta serviços para outras empresas. Seus clientes podem passar a analisar como os créditos tributários serão tratados nas operações — o que significa que a escolha tributária da sua empresa pode influenciar também a sua competitividade comercial.

Por outro lado, empresas que trabalham diretamente com o consumidor final podem ter uma análise bem diferente.

Por isso, a pergunta não deve ser apenas:

“Quanto vou pagar de imposto?”

O empresário também precisa se perguntar:

“Qual modelo tributário faz mais sentido para o meu negócio e para os meus clientes?”

Novas regras também exigem atenção às notas fiscais

Outra mudança importante para pequenas empresas está relacionada à emissão de documentos fiscais.

A Receita Federal informou que, a partir de 1º de novembro de 2026, a NFS-e de padrão nacional será obrigatória para microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional, conforme as regras estabelecidas pelo Comitê Gestor do Simples Nacional.

Empresas prestadoras de serviços precisam se preparar para essa mudança desde já. A organização fiscal será cada vez mais importante durante a transição da Reforma Tributária.

O papel do contador diante da Reforma Tributária

A Reforma Tributária reforça algo que sempre defendemos: o contador não deve ser apenas o profissional que envia a guia de impostos no final do mês.

O empresário vai precisar de informações para tomar decisões. Uma boa contabilidade pode ajudar a empresa a:

  • analisar o regime tributário mais adequado;
  • verificar a melhor estratégia para o IBS e a CBS;
  • acompanhar os novos prazos de opção;
  • identificar pendências fiscais;
  • adaptar processos internos;
  • acompanhar as mudanças na emissão de notas fiscais;
  • analisar os impactos comerciais da escolha tributária;
  • planejar a empresa para 2027 e os próximos anos.

Quanto mais cedo a empresa começar a se preparar, maior será a possibilidade de tomar decisões com calma e segurança.

Como a VISC Contabilidade pode ajudar sua empresa?

A VISC Contabilidade acompanha de perto as mudanças da legislação e da Reforma Tributária para ajudar empresários a entenderem os impactos no seu negócio.

Estamos em Cabo Frio, Rio de Janeiro, e atendemos empresas da Região dos Lagos e de todo o Brasil. Nosso objetivo é oferecer uma contabilidade que vá além das obrigações mensais, ajudando empresários com informações, organização e planejamento para tomar decisões mais seguras.

A chegada do IBS e da CBS exige atenção, principalmente das empresas que precisam decidir como estarão organizadas a partir de 2027. Sua pequena empresa já está se preparando?

Fale com a VISC Contabilidade e conheça nossos serviços.


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VISC Contabilidade: de Cabo Frio para atender empresas em todo o Brasil.

Perguntas frequentes

O Simples Nacional vai acabar com a Reforma Tributária?

Não. O Simples Nacional continua existindo. O que muda é que o IBS e a CBS passam a fazer parte do regime, com a possibilidade de a empresa optar por recolhê-los dentro do Simples ou pelo regime regular (Simples Nacional híbrido).

O que é o Simples Nacional híbrido?

É a possibilidade de a empresa continuar optante pelo Simples Nacional para os demais tributos, mas recolher o IBS e a CBS separadamente, pelas regras do regime regular, em vez de dentro do DAS.

Até quando posso optar pelo Simples Nacional para 2027?

Empresas que ainda não são optantes têm até 30 de setembro de 2026 para solicitar o ingresso no regime, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027.

A partir de quando a NFS-e nacional será obrigatória para o Simples Nacional?

A Receita Federal estabeleceu 1º de novembro de 2026 como data a partir da qual a NFS-e de padrão nacional passa a ser obrigatória para microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional.


Camila Vidal — Contadora — CRC RJ-135526/O
VISC Contabilidade

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Escrito por

Camila Vidal

CRC RJ-135526/O

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